Hoje se vive pior

Aumento no salário mínimo e na criação de empregos foram alguns dos avanços entre 2002 a 2016, que estão estagnados

Dr. Rosinha*

É importante, para a reflexão, compararmos períodos e aqui comparo, para auxiliar na reflexão, dois períodos políticos e históricos recentes: o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), de 1994 até 2002, e o período de governos do PT, de 2002 a 2016.

A riqueza do Brasil, chamada de Produto Interno Bruto (PIB), em 2002 era de R$ 1,48 trilhão. Em 2013 era R$ 4,84 trilhões. Esses números indicam que nos governos do PT o Brasil cresceu mais e que este aumento da riqueza foi distribuído entre todos. A distribuição se dava a partir do cálculo do valor do salário mínimo.

O salário mínimo era calculado com a soma da inflação mais o crescimento do PIB. Esse método de cálculo fazia com que o salário mínimo fosse corrigido com valor acima da inflação. Era uma maneira de distribuir renda.

Hoje, no governo do golpista e corrupto Temer (MDB), o salário mínimo foi corrigido em 1,81%, enquanto a inflação foi de 2,95%. Isto significa que você compra menos do que no ano passado. Isto prejudica as pessoas aposentadas e pensionistas, cuja maioria recebe um salário mínimo.

Outra questão: nos oito anos de governo Fernando Henrique, foram gerados, em média, 627 mil empregos por ano. Já nos governos Lula e Dilma, em 13 anos, foram gerados, na média, 1 milhão 790 mil empregos por ano.

Hoje no Brasil há cerca de 13 milhões de pessoas desempregadas, o que representa 12,2% dos trabalhadores e trabalhadoras. Em 2002, quando Lula foi eleito presidente, a taxa de desemprego por coincidência era a mesma de hoje, 12,2%. No final de 2013, a taxa de desemprego era de 5,4%.

Poderia continuar fazendo comparações em todas as áreas, mas ficarei só na questão do salário e do emprego/desemprego, para mostrar que hoje a maioria do povo do Brasil vive pior que nos governos do PT (2002-2016).

*Dr. Rosinha é médico e presidente estadual do Partido dos Trabalhadores (PR)

Foto:Agência Brasil/Divulgação

Edição: Ednubia Ghisi/Brasil de Fato

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