NOTA: As elites do atraso se desesperam quando a esquerda se une

O tratamento dado pelo Grupo RBS à coligação entre PT e PCdoB, a exemplo da matéria publicada no jornal Zero Hora, assume uma narrativa de criminalização e desprezo às lideranças e partidos de esquerda. É de profundo desrespeito a forma como o jornal retrata o ex-presidente Lula e a deputada Manuela D’Ávila.

O mesmo grupo de comunicação que deu ampla divulgação à candidatura de Ana Amélia como vice de Alckmin e à candidatura de Rigotto como vice de Meirelles, dá tratamento diferenciado à candidatura de Manuela que, sim, será a candidata a vice-presidente na chapa encabeçada pelo PT.

Não bastasse isso, o jornal ainda constrói uma narrativa de criminalização da participação de Lula na construção das alianças. Tenta imputar ilicitude nos bilhetes e recados que o presidente Lula repassa à direção do Partido através das visitas que recebe. Zero Hora vê problemas no presidente Lula – que não tem sentença transitada em julgado e que é um preso político – opinar nas alianças do seu Partido. Mas aparentemente não vê problemas em presidenciável que anda livre, mesmo tendo provas contra si.

Em sua narrativa, Zero Hora ignora os processos democráticos de decisão do PT e do PCdoB, amparados pela legislação eleitoral, que realizaram seus encontros nacionais e suas convenções. Encontros que tiraram como prioridade a política de alianças, acima de nomes. Partidos que tem uma aliança forjada desde os movimentos sociais e na construção de um projeto político comum, de defesa da soberania, do patrimônio nacional e dos direitos do povo brasileiro.

A única explicação para tal tratamento é que a elite do atraso – a qual RBS serve – não tolera quando a esquerda se une e ameaça a consolidação do golpe. Primeiro, foi o golpe que afastou a presidenta Dilma do Poder. Mas isso não era suficiente. Então veio a condenação do presidente Lula, sem qualquer prova contra ele. Mas a elite não estava satisfeita. Daí veio a prisão política de Lula. Mas Lula segue crescendo em todas as pesquisas. A “mão invisível do mercado” operou então a grande aliança centro- direita em torno de Alckmin. Mas, ainda assim, se sentem ameaçados. Então decidiram tripudiar em cima da aliança da esquerda na coligação entre PT e PCdoB, atacando Lula e Manuela. Talvez porque mentes pequenas não compreendem gestos de grandeza.

Executiva Estadual do PT/RS

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