SARTORI: O ALGÒZ DA EDUCAÇÂO GAÙCGA

Precisamos denunciar a todas gauchas e gaúchos a devastação que o governo Sartori está
provocando na Rede Estadual de Ensino.

Infelizmente não se trata só de incompetência ou de uma escolha errada, mas de uma política
deliberada de combate ao setor público, de enfraquecimento do estado, de abandono das
políticas sociais, deixando desprotegidos aqueles que mais precisam. Aqueles que o Estado
deveria proteger.

No caso da Educação Sartori em plena campanha eleitoral de 2014, ao dirigir-se aos
professores antecipou a perversidade de sua política quando se dirigiu aos professores,
desrespeitosamente, com a metáfora “podem procurar o piso no Tumelero”.

Infelizmente a ironia e o desrespeito apareceriam imediatamente de forma concreta na
política perversa e nefasta para os professores a para educação gaúcha. Sartori reduziu os
investimentos em educação, atrasou e parcelou os salários dos educadores, ampliou o
trabalho precário, desconstitui o projeto do Ensino Médio Politécnico sem colocar nada em
seu lugar, nomeou um administrador de empresa para a Secretária de Educação, suspendeu
obras como a restauração do Instituto de Educação Flores da Cunha, sucateando nossas
escolas, deteriorando o ambiente de trabalho e estudo, atacando a dignidade de professores,
funcionários e alunos.

Os danos desta política atingem diretamente nossas crianças e nossos jovens. Os números das
avaliações dos resultados da Educação, realizadas a cada dois anos pelo IDEB, são eloquentes.
A qualidade de ensino na Rede Estadual piorou assustadoramente com os desmandos do
governo Sartori.

Nem mesmo os Anos Iniciais ficaram imunes à sanha de Sartori. Essa etapa do ensino havia
alcançado média acima das metas de 2005 à a2013. Pois em 2015, com Sartori, pela primeira
vez a média não superou a meta. E em 2017, pela primeira vez, o Rio Grande do Sul não
atinge a meta nos Anos Iniciais.

Em 2017 a média foi 5,7, para uma meta de 5,8. A desconstrução de Sartori atinge as nossas
crianças. Elas estão aprendendo menos, comprometendo sua formação, seu
desenvolvimento intelectual e seu futuro.
No Ensino Médio a destruição é ainda mais profunda. Retrocedemos treze anos. Perdemos
treze anos em três anos

Na primeira avaliação do IDEB, em 2005, o Ensino Médio da Rede estadual atingiu a média de
3,4. Em 2015, na primeira avaliação no governo Sartori, baixou para 3,3. Quando a meta era
4,4. Em 2017 a media foi 3,4 para uma meta de 4,8.

No governo Tarso, em 2013 a Rede Estadual atingia a média mais alta desde a primeira edição
do IDEB em 2005, chegando â média de 3,6, colocando-se em segundo lugar entre todas as
redes estaduais. Tendo ficado em primeiro lugar na proficiência de Matemática e Português
Pois Sartori conseguiu rebaixar a posição da Rede Estadual para 13° lugar.

Os avanços acumulados período 2011-2014 significaram o início de uma curva positiva na
educação gaúcha, mas Sartori interrompeu esse processo, desconstruindo, e jogando no lixo o
esforço da rede para construção de uma curva positiva rumo a retomada da qualidade da
educação Gaúcha.

O legado de Sartori produziu escombros e destruição na educação Gaúcha. Nas duas
avaliações do IDEB de seu governo o RS fica abaixo da média nacional em todos os níveis de
ensino

Os números são desastrosos, mas o que mais preocupa é que atrás destes números produzidos
por essa política nefasta estão as suas vítimas. São pessoas, crianças, adolescentes e suas
famílias.

É a vida de uma geração que fica comprometida. A rede estadual tem um milhão de alunos. O
futuro destas crianças e jovens está ameaçado. Seus horizontes estão nebulosos, seus sonhos
frustrados, seus projetos de vida se desfaz limitados pelos efeitos dos ataques à escola pública.

Nosso projeto para o RS tem o compromisso de resgatar a esperança de nossas juventudes, e
de nossos educadores, colocando a Educação como prioridade, investindo na qualidade,
tratando nossos professores com dignidade e respeito, nossos alunos como sujeitos de direitos
Direito de aprender, direito de sonhar, direito ao desenvolvimento intelectual, ao acesso às
ciências e às artes. Vamos cuidar de nossos professores e professoras, formar nossos jovens
com uma escola de qualidade na vida e para a vida, com competência para exercer a cidadania
e para produzir a sua existência com dignidade.

Vamos fazer uma educação que forme massa crítica para constituir pessoas melhores. Que
respeite ao outro, à natureza, que saibam viver e conviver solidariamente. Queremos educar
nossos jovens á luz de nossos sonhos de um Rio grande democrático desenvolvido e justo.

O509/18
Jose Clovis de Azevedo
Coordenador Setorial Educação PT RS

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