PT e PCdoB pedem que MPF investigue abuso econômico na campanha de Bolsonaro no Rio Grande do Sul

Representantes dos dois partidos querem que MPF identifique quem pagou pelos outdoors de Bolsonaro, espalhados pelo estado

O PT-RS e o PCdoB-RS protocolaram, na tarde desta sexta-feira (19), no Ministério Público Federal (MPF), em Porto Alegre, um pedido de investigação do abuso econômico na campanha Pró-Bolsonaro, realizada no Rio Grande do Sul. Os dois partidos, que estiveram juntos na coligação Por Um Rio Grande Justo, querem que o MP apure e responsabilize quem pagou pelos outdoors do candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro, espalhados por todo estado. Participaram da audiência com o Procurador Regional Eleitoral, Luiz Carlos Weber, Abgail Pereira, pela direção do PCdoB, o deputado Pepe Vargas, presidente do PT-RS, a deputada Maria do Rosário, a deputada eleita Sofia Cavedon e os advogados dos partidos.

O argumento dos autores da representação é de que, com a denúncia publicada no jornal Folha de São Paulo na quinta-feira (18), de que empresários estariam financiando pacotes de mensagens do WhatsApp, se faz necessário identificar o que mais os empresários pagaram para Jair Bolsonaro. “Esses outdoors foram espalhados em mais de 20 cidades gaúchas e não foram pagos por conta de campanha, então pedimos que o MPF investigue se foram custeadas por alguma organização, pois se foi, além de propaganda irregular ainda há o crime de caixa 2”, argumentou o deputado federal Pepe Vargas, que também é presidente do PT-RS.

Na representação foram juntadas diversas fotografias dos outdoors espalhados pró-Bolsonaro em 20 municípios gaúchos, somente durante o período eleitoral.  O Procurador Regional recebeu a representação e informou dos procedimentos que o Ministério Público Federal do RS já vem adotando desde a pré-campanha em relação aos outdoors e outras propagandas irregulares que chegaram ao seu conhecimento. Em muitos casos, afirmou, já foram identificados os autores e que agora trata-se de definir a competência jurisdicional para aplicação da multa e responsabilização criminal, por tratar-se de eleição presidencial.

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