SOBRE PEPE VARGAS

Gilberto José Spier Vargas \ PEPE VARGAS

Gilberto José Spier Vargas é natural de Nova Petrópolis, RS, nascido em 29 de outubro de 1958. É casado com Ana Corso e pai de Gabriela e Isadora. Médico formado pela Universidade de Caxias do Sul, dedicou-se profissionalmente à homeopatia. Foi diretor clínico do Hospital Beneficente de Jaquirana (RS) e atuou em diversas outras entidades médicas. Com 50 anos de trajetória política, Pepe Vargas se apresenta como um defensor da Constituição gaúcha, comprometido com o diálogo aberto e democrático entre diferentes setores da sociedade e do governo.

​A trajetória política do deputado Pepe Vargas (PT) teve início em 1974, aos 16 anos, quando passou a apoiar candidaturas de oposição à ditadura militar. Com a reconstrução da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Estadual dos Estudantes do Rio Grande do Sul (UEE-RS) — entidades fechadas pelo regime e reorganizadas após a Lei da Anistia de 1979 —, Pepe passou a atuar ativamente no movimento estudantil universitário.

Na década seguinte, foi um dos líderes da Caravana das Diretas, iniciativa da UEE-RS que percorreu o Estado em defesa das eleições diretas para presidente, em 1984. Na época, exercia o cargo de diretor da UEE-RS.

Pepe Vargas apoiou o movimento pela construção do Partido dos Trabalhadores (PT), fundado em fevereiro de 1980, e filiou-se oficialmente à legenda em 1981. Sua trajetória parlamentar começou em 1989, quando foi eleito o primeiro vereador do PT em Caxias do Sul, cidade para onde se mudou aos cinco anos de idade, vindo de Nova Petrópolis.

Em 1994, foi eleito deputado estadual e presidiu a Comissão de Saúde e Meio Ambiente do Legislativo gaúcho. Dois anos depois, em 1996, foi eleito prefeito de Caxias do Sul e reeleito em 2000, tornando-se o chefe do Executivo com maior índice de aprovação popular da história do município até então, alcançando 92%. Durante sua gestão, o município da Serra Gaúcha foi considerado o melhor em qualidade de vida no Rio Grande do Sul, segundo o Índice de Desenvolvimento Socioeconômico (IDESE), da Fundação Estadual de Economia e Estatística.

Eleito deputado federal em 2006 e reeleito em 2010 e 2014, Pepe Vargas presidiu a Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados e a Frente Parlamentar Mista das Micro e Pequenas Empresas, responsável pelas negociações que regulamentaram o Simples Nacional. Foi relator de importantes projetos que se transformaram em leis e ampliaram direitos da população, como:

– a Lei de Valorização do Salário Mínimo, que garantiu reajustes acima da inflação;
– o projeto que criou regras alternativas ao Fator Previdenciário, permitindo aposentadorias com menores perdas;
– a lei que regulamentou os percentuais mínimos de investimento no SUS por parte da União, dos estados e dos municípios.

Seu destaque nacional o colocou, por diversas vezes, entre os “100 Cabeças do Congresso Nacional”, segundo o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP).

Durante o governo da presidenta Dilma Rousseff, Pepe Vargas foi ministro de três pastas. Como ministro do Desenvolvimento Agrário, ampliou os limites de financiamento para cooperativas agropecuárias, reduziu os juros do Pronaf Investimento para 2% ao ano, coordenou o PAC Máquinas — que destinou equipamentos a mais de cinco mil municípios — e encaminhou cerca de 100 decretos de assentamento no âmbito da reforma agrária. Também contribuiu para a criação do Programa Nacional de Produção Orgânica e Agroecológica.

Como ministro dos Direitos Humanos, negociou a aprovação da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência).

Já como ministro das Relações Institucionais, implementou critérios objetivos para a liberação de emendas parlamentares.

Em 2019, Pepe Vargas retornou à Assembleia Legislativa como deputado estadual. Desde então, presidiu comissões relevantes, como as que debateram a reforma da Previdência estadual, a crise do IPE Saúde e a avaliação dos benefícios fiscais concedidos pelo governo. Também liderou frentes parlamentares em defesa da Petrobras, dos usuários de rodovias pedagiadas e das vítimas da Covid-19.

Em seu segundo mandato, na 56ª Legislatura, deu continuidade ao trabalho, com prioridades voltadas à saúde, à educação, à infraestrutura, ao desenvolvimento, à geração de emprego e renda e às finanças públicas. Participou das comissões do Mercosul, de Agricultura e de Saúde e Meio Ambiente, além da Comissão Especial para debater os benefícios fiscais concedidos no Estado. Também presidiu a Subcomissão de Urgência e Emergência em Saúde.

Durante a tragédia climática que atingiu o Rio Grande do Sul, Pepe Vargas atuou ativamente na busca por soluções e medidas para a recuperação do Estado e para o auxílio à população, junto aos governos federal e estadual.

Em 2025, o deputado Pepe Vargas assumiu a presidência da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Sua gestão foi orientada pelo conceito de crescimento sustentável, pautado por meio do Fórum Democrático Regional, com o tema “Pacto RS25: o crescimento sustentável é agora”. Pepe conduziu debates temáticos e seminários em todas as regiões funcionais de planejamento do Estado que, ao final, resultaram em um diagnóstico sobre a situação socioeconômica e ambiental entregue ao governo do Estado.

O processo contou com expressiva participação da sociedade e também com uma plataforma digital, que reuniu milhares de cidadãos e cidadãs na construção de propostas para enfrentar a crise de baixo crescimento econômico do Rio Grande do Sul, a crise climática e a crise demográfica decorrente da baixa taxa de fecundidade e do saldo migratório negativo vivenciado pelo Estado.

Atualmente, o deputado estadual Pepe Vargas é membro titular das Comissões de Cidadania e Direitos Humanos, de Assuntos Municipais e de Ética da Assembleia Legislativa.