Fórum Democrático discute prioridades com populações da Campanha e Fronteira Oeste

Foto de Pepe Vargas

Pepe Vargas

O Fórum Democrático de Desenvolvimento Regional (FDDR) da Assembleia Legislativa realizou em Bagé, nesta segunda-feira (9), o seu segundo seminário no interior do estado. A cidade recebeu também moradores de outras localidades da Região Funcional 6, Campanha e Fronteira Oeste. Com o tema Pacto RS 25: o crescimento sustentável é agora, a atividade ocorreu no Palacete Pedro Osório, com a participação do presidente da ALRS, deputado Pepe Vargas (PT). A abertura cultural teve a apresentação musical da Orquestra Rubens Veiga.

Abrindo os debates, que foram mediados pelo jornalista Rodrigo Lopes, Pepe Vargas observou que chegou a acreditar que as mudanças climáticas aconteceriam mais tarde. “Infelizmente, elas já chegaram”, constatou. “Mas todo desafio enseja oportunidade”, prosseguiu o deputado, acrescentando que são necessários pesquisa e desenvolvimento tecnológico e, acima de tudo,  financiamento. O presidente da AL elencou os grandes debates já realizados em Porto Alegre  e os próximos que ainda acontecerão na capital, além dos nove seminários regionais pelo interior do estado.

O presidente do Parlamento gaúcho enfatizou que a vitivinicultura e a olivicultura, que estão ligadas ao turismo, são alternativas de diversificação de produção para a Metade Sul. Mencionou ainda que a deriva (contaminação por agrotóxico) está destruindo a vegetação nativa do Pampa. Sobre a questão da energia eólica, Pepe assinala a necessidade de atrair financiamento. “Não tem como uns ganharem dinheiro e outros perderem”. Mencionou ainda a reforma tributária, que, ao longo do tempo, irá garantir que os recursos permaneçam na localidade onde o produto ou serviço é consumido.

O prefeito de Bagé, Luiz Fernando Mainardi, destacou que é preciso dar continuidade aos debates sobre alternativas econômicas. “O processo de distribuição da receita prejudicou nossa região. Com a nova reforma tributária, o tempo deverá ajustar essa situação. As cidades de fronteira vêm perdendo população para outros municípios e até para outros estados. É a consequência de um processo de esvaziamento das receitas municipais. Temos o carvão, e deveremos passar por uma transição energética para a energia eólica. Mas, precisamos de um tempo. Inclusive para implementar os sistemas de verticalização econômica, em que se produz e se transforma o produto no mesmo local”, analisou.

O deputado federal Afonso Hamm (PP) assinalou que a região tem grande potencial de desenvolvimento, pois agrega centros de pesquisas como as universidades, a Embrapa, e a Usina de Candiota – que precisa de modernização – além da agropecuária e da frutivinicultura. “Temos compromisso com o desenvolvimento de forma imediata, mas também com as gerações futuras”, registrou. A secretária extraordinária de Relações Institucionais, Paula Mascarenhas, representou o governo do estado, e lembrou que o empobrecimento de uma população faz mal para o meio ambiente. “O lançamento do decreto do Bioma Pampa é resultado de uma luta da região, construído a muitas mãos. Também o hidrogênio verde é uma alternativa à transição energética” exemplificou.

Plataforma Digital
O assessor do Fórum Democrático da ALRS, Tarson Nuñez, esclareceu que, além das atividades presenciais com os grandes debates, os seminários regionais e as plenárias livres, a população poderá participar das atividades por meio de plataforma digital, cujo lançamento se deu hoje. Ele explicou o  funcionamento da ferramenta e comunicou que o espaço servirá para votação das propostas, mas também irá disponibilizar conteúdos informativos.

O presidente do Coredes da Região Funcional 6, Fábio Pinto, destacou o diagnóstico econômico da região, lembrando que se a usina de Candiota parar, toda a região pára. “A economia da cidade e do seu entorno depende da extração de carvão, refletindo-se nos demais serviços”, reafirmou. Na sequência, o debate foi aberto para participação da plateia de acordo com os eixos temáticos: transição ecológica, sustentabilidade na agricultura e na pecuária, na indústria, comércio e serviços, e nas diferenças sociais e culturais.

À tarde, ocorrem painéis “Potencialidade Energética Regional” e “Incubadoras e ecossistemas de inovação”. Os debates seguirão nesta terça-feira (10), abordando temas relacionados ao desenvolvimento do Pampa Gaúcho.

* Com informações de Erenice de Oliveira, da assessoria do Fórum Democrático

Fotos: Lauro Alves

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