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Governo Federal vai pagar parte dos salários de trabalhadores de empresas atingidas e faz novos anúncios na área da saúde

Pepe Vargas

Pepe Vargas

Na quarta visita ao estado, desta vez no Vale do Taquari, Lula reafirmou os compromissos na recuperação do RS e fez novos anúncios. 

Nesta quinta-feira (06/06), em Arroio do Meio, Lula assinou uma medida provisória que visa garantir a manutenção de emprego e renda para trabalhadores nas áreas impactadas pelas águas. O presidente da República também assinou outras duas medidas provisórias para viabilizar apoio financeiro a municípios que não foram atendidos anteriormente, num repasse previsto em R$ 124 milhões e a ampliação do Auxílio-Reconstrução.

Na comitiva do presidente estava a ministra da Saúde, Nísia Trindade, que anunciou a criação de 799 leitos clínicos e pediátricos emergenciais para auxiliar na reconstrução do Rio Grande do Sul. Desses, 40 serão instalados no Hospital Geral, em Caxias do Sul. De acordo com a titular da pasta, a implementação é emergencial por um período de seis meses:

“ Nós, após todo um plano feito com Estado e municípios, concluímos o processo de leitos emergenciais cuja portaria sairá hoje. São 799 leitos clínicos e pediátricos, e a eles se somam os 120 leitos que já haviam sido autorizados na medida provisória ao Grupo Hospitalar Conceição. São leitos emergenciais por um período de seis meses para que possamos organizar a fase da reconstrução “ anunciou a ministra Nísia.

Outra preocupação dos Gaúchos atingidos era quanto a manutenção do emprego, e o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, anunciou um programa de manutenção do emprego para beneficiar mais de 434 mil trabalhadores com carteira assinada de empresas do Rio Grande do Sul afetadas pelas enchentes de maio.

O programa prevê o pagamento de duas parcelas de salário mínimo para trabalhadores em regime CLT (326.086), estagiários (36.584), trabalhadores domésticos (40.363) e pescadores artesanais (27.220). Como contrapartida, as empresas devem manter os empregos desses trabalhadores por mais dois meses, garantindo uma estabilidade total de quatro meses.

O deputado Pepe Vargas, que acompanhou a comitiva do Presidente, destacou a importância de mais estes anúncios, “ a liberação de novos recursos na área da saúde e as medidas para de proteger o emprego, com duas parcelas de um salário mínimo a todos os trabalhadores formais do Rio Grande do Sul que foram atingidos pelas inundações, reafirmam o compromisso de Lula na ajuda ao estado, saúde, garantia de emprego, aquisição de moradias, auxilio reconstrução, o Governo esta atuando em diversas áreas, o que é fundamental para que quem foi atingido consiga reconstruir e para que o estado possa recuperar a atividade econômica. ”

O presidente Lula, reforçou que as medidas de auxílio ao povo gaúcho não podem parar. Para Lula, uma pessoa pode esquecer, mas o estado Brasileiro, o estado do RS e as prefeituras não podem esquecer o que aconteceu. “Não temos o direito de refazer as casas aonde a água vai chegar e qualquer cidadão de inteligência média sabe que a várzea é o local de escoamento do excesso de água de um rio. Portanto vamos ter que acertar com os prefeitos a escolha de terreno para que façamos uma casa mais segura para as pessoas”.

Lula repetiu que o Governo Federal não vai faltar ao povo do RS. “Vamos fazer aquilo que a lei permitir, que a Câmara e o Senado aprovarem, aquilo que não haja nenhuma implicação judicial, a gente vai fazer tudo que for necessário para que a gente possa dar de volta a dignidade e o orgulho do povo gaúcho”, afirmou.

Ao finalizar, Lula disse aos prefeitos para não acreditarem em nada que considerem que seja normal porque há no Brasil hoje a indústria da mentira e da maldade que não tem nenhuma preocupação com o sofrimento dos outros. “Tem apenas o objetivo de destruir e vocês tem que saber o seguinte: vocês têm a minha palavra, tiveram a palavra dos ministros e terão um ministro que ficará no estado enquanto não resolver tudo. E não permitam que as eleições deste ano atrapalhem o compromisso de vocês com esse povo, não permitam que seja utilizada com objetivos eleitorais essa desgraça que aconteceu”, frisou.

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