O fortalecimento da agricultura familiar, com o incentivo ao uso da energia fotovoltaica, apoio ao cooperativismo, as micros, pequenas e médias empresas e aos empreendimentos de economia solidária, além de investimentos em logística sustentável, estão entre as propostas debatidas pela população da região de Osório, no ano passado. Os temas foram incorporadas ao Projeto de Lei 134/2026, apresentado nesta quinta-feira (21) pelo deputado estadual Pepe Vargas, na sede do Sindicato dos Bancários de Osório, que institui as diretrizes para a Política Estadual de Desenvolvimento Sustentável e Resiliência Climática no Rio Grande do Sul.
Pepe levou ao conhecimento da população os Relatórios Técnicos e de Consultoria Pacto RS 25: O crescimento sustentável é agora que deram origem às Diretrizes propostas. Os documentos foram elaborados, por meio do Fórum Democrático de Desenvolvimento Regional, durante a gestão de Pepe na presidência da Assembleia Legislativa, que envolveu cerca de 50 mil pessoas em diferentes regiões do Estado. A população debateu à época, de forma presencial e via plataforma digital, soluções voltadas ao crescimento econômico aliado à sustentabilidade ambiental e à adaptação às mudanças climáticas.
Segundo Pepe Vargas, as contribuições regionais foram fundamentais para a elaboração do projeto, que busca construir um novo ciclo de desenvolvimento para o Estado. “O Rio Grande do Sul precisa crescer com sustentabilidade, inovação, planejamento e preparação para os impactos das mudanças climáticas”, defendeu o parlamentar.
Desenvolvimento e Preservação Ambiental
Outra preocupação apresentada pela população de Osório durante os debates do Pacto RS: Crescimento Sustentável foi a preservação ambiental, incluindo o lançamento de efluentes no Rio Tramandaí. “Entre as demandas mais votadas em todo esse processo estão temas centrais para o futuro do Litoral Norte: a situação dos efluentes e do saneamento na bacia do Rio Tramandaí”, relatou a vereadora Isabel do Santos (PT).
Segundo a parlamentar, a população também está preocupada com os impactos do crescimento desordenado. “A nossa região foi uma das que mais cresceu nos últimos anos, mas precisamos perguntar: que tipo de crescimento é esse?”, questionou. Na análise da vereadora as enchentes e situações de emergência são respostas da natureza quando ignorado os seus limites. “Precisamos construir uma visão comum de desenvolvimento sustentável, que gere renda, oportunidades e qualidade de vida, sem destruir os ecossistemas frágeis que garantem a segurança ambiental da nossa região.
O professor Dr. Antônio Libório Philomena é um ecologista, pesquisador e professor universitário aposentado da FURG (Universidade Federal do Rio Grande) compartilhou a mesma preocupação que a vereadora. Na análise do professor a expansão urbana desornadenada, sem um plano de sustentabilidade tem prejudicado tanto as questoes ambientais como o próprio crescimento enconômico do estado. “ O Rio Grande do Sul inteiro é banhado por rios, com solo fértil e uma enorme riqueza natural. Há muito dinheiro envolvido nisso também. O estado foi perdendo dinamismo econômico e população exatamente por essa lógica tradicional de valor econômico costuma ser”, afirmou.
Novo ciclo de desenvolvimento para enfrentar crise climática, econômica e demográfica
“O Rio Grande vive uma crise climática, econômica, populacional e de baixa capacidade de planejamento e execução de políticas públicas para o desenvolvimento”. A avaliação integra a síntese do Pacto RS 25: O crescimento sustentável apresentada pelo deputado estadual Pepe Vargas, em Osório. Pepe apresentou os relatórios Técnicos e de Consultoria, como base para a construção de uma nova estratégia de desenvolvimento sustentável para o Estado.
Os documentos apontam que o RS enfrenta desaceleração da dinâmica econômica agregada, perda de população em diferentes regiões e impactos cada vez mais intensos das mudanças climáticas, como estiagens e enchentes. Diante desse cenário, a proposta defende um novo ciclo de crescimento econômico sustentável, capaz de reconstruir a infraestrutura, investir em educação de qualidade, fortalecer pequenas e médias empresas, ampliar a inovação e promover uma nova industrialização alinhada à sustentabilidade e à resiliência climática.
Pepe também destacou a necessidade de recuperar a capacidade de planejamento do Estado e de articular desenvolvimento econômico com preservação ambiental, transição energética, segurança hídrica e redução das desigualdades regionai



